Quem somos?!
Desta forma tentamos unir artisticamente o Teatro, a Música e as Artes Plásticas numa atitude de exploração conjunta da arte, do corpo, dos materiais, sons, das palavras, das ideias, das ambiências, dos processos, dos sentidos. Procuramos desde o silêncio ao grito, explorar os limites e reencontrar a liberdade de criar, sem a dependência total das instituições e do capital como base da criação.
Descartes diz-nos: age com mais liberdade quem melhor compreende as alternativas em escolha. Quanto mais claramente uma alternativa apareça como a verdadeira, mais facilmente se escolhe essa alternativa.
Caminhemos então em direcção às alternativas.
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
sábado, 12 de dezembro de 2009
Espectáculos RUA CHEIA - Évora

RUA CHEIA
(com exposição do processo artístico)
20 Dezembro às 18h
Para marcações contactem-nos
para email ou 925752385
Apareçam, divulguem,
cumprimentos
C.A.L
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Nova Produção - RUA CHEIA
Viajando pelo universo das palavras, compõe-se a Música com o Teatro, passeando por personagens vivas numa Rua Cheia, em noite de Lua Cheia.
Dois musicos, uma actriz, e algumas histórias para contar...
Cheguei, à minha Rua Cheia, numa noite de Lua Cheia, daquelas noites em que toda a gente
sai à rua sem saber porquê.
Também eu saí e sentei-me, assim como estou agora, no degrau da casa da minha avó.
A Lua estava grande, bem grande num céu imenso, a sua luz tornava quase
inexistente a luminosidade dos candeeiros.
A rua, assim como a lua, estava cheia da minha gente, de pequenos momentos solitários,
que se cruzavam uns com os outros, aumentando a magia entre si,
ali diante dos meus olhos.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
NOVOS PROJECTOS
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Processo Plástico Criativo

Actriz e espectadora do meu teatro do mundo, deito os foguetes, convido e aplaudo.
Acuso os outros quando me queimo. Não tenho coragem nem amor próprio.
Zombam de mim. Dizem que não sou capaz de fazer um filho vivo, mais do que uma marioneta na ponta da guita…
Faço de conta que vivo e logo a seguir que morro.

Um escarrito sem jeito mal tirado.
Tosse fraca.
Pigarro.
Nada.
Perdão.
É-se educado ao tossir.
Põe-se a mão diante da boca.
Pede-se desculpa.
Foge-se.
Vergonha.

Mexo-me, gesticulo, desarticulo-me.
Sou de papelão.
Vejo cada uma das partes do meu corpo separada, exacta, decepada, precisa, isolada, desligada das outras: a boca, o nariz, o olho, o outro.
Repito: a boca, o nariz, o olho, o outro.
As palavras não fazem sentido. Já não representam nada.
Sons somente.

Deito-me aos pés da Senhora Psiquiatra. O silêncio é bom. Não nos mexemos.
Como em cima de uma almofada. Já não bulimos.
Enroscamo-nos com sorrisos de gato.
Observo-lhe as pernas. Uma liga preta fina frisada termina na presilha entre nylon e a pele.
Duas ligas esticadas quando ela se levantar.
Mais acima a cinta elástica deve tapar-lhe o umbigo, segurar-lhe o ventre redondo.
As meias repuxadas.
O sexo castanho dourado. Vermelho no centro.

Somes-te como um bicho por detrás dos teus olhos fechados,
cavas um mísero buraco,
escavas com as unhas no travesseiro,
recusas-te a despertar.

Fez o meu sonho em cacos. Já não respondo.

Hei-de arregaçar a saia, mostrar-lhe o meu segundo rosto e abrir os lábios. Escarlate.

Tu, apodero-me do interior do teu corpo…
O desejo congestiona-me os lábios.
O desejo tortura-me a fenda. A ferida que tenho no ventre tornada
Esta espécie de meio-pau mutilado. Um sexo sem passado doente

Decidi: A loucura escolhida escrita nas folhas, esta loucura feita com as minhas palavras e os meus desejos.
Lancei-me no delírio como uma imensa extensão de água à minha frente, impelida e atraída pelo meu duplo.
Os outros na margem, tentavam recuperar-me, interromper-me.
Proibiam-me que ultrapassasse as fronteiras da decência.
Investiam, seduziam-me com drogas, ameaçavam-me.
Eu fugia para mais longe.
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Palavras Lidas
Assim, foi ainda este sábado que, ao abrir uma revista, na primeira página vejo este texto.
Institivamente tive de o vir inscrever nesta fachada caiada.
E diz Pedro Rolo Duarte:
Tantas palavras podem ser ditas a partir daqui, tantos pensamentos e deduções de quem é e pode ser este "país invisivel", de quem se sente parte ou fora desta "invisibilidade", que estando para além da imagem ou da não imagem, está na vontade e no que nos move a viver...
Pois bem, Pedro fala dos Voluntários do nosso país... Mas aqui fica o meu desafio lançado com um sorriso: quem são os "invisiveis" deste mundo?
Manifestem-se
CAL comunidade de artistas livres
O Regresso de Quem Sempre Andou por Aqui
Desde já temos um pedido de desculpa a fazer, pois por motivos de prioridade, tivemos de adiar as sessões de "sÓ TrATo LoUCas nORmAIS" para mais tarde. Estão previstas a partir de Janeiro, com reposição da 1ª sessão. A nossa intenção é esta, verdadeiramente, tendo em conta que temos de procurar espaços onde apresentar novamente.
Por agora já se vão temperando outros projectos, um ligado à poesia, para breve, mas que não será estreado em Évora e um outro, mais complexo, que volta a ligar todos os elementos da CAL em volta de um texto com o objectivo de transformar as palavras em matéria viva - CARÍCIAS de Sergi Belbel. Assim, contamos agora com novos actores que vieram embrenhar-se na actividade da CAL e contribuir com o que a arte tem de melhor - a atitude! Este projecto partirá, inicialmente, de um trabalho universitário, mas, objectivamos posteriormente poder apresenta-lo ao público em geral.
Noticias Plásticas - o nosso LEOPOLDO ANTUNES, está com uma exposição no PontoE, em Évora! Apareçam!
Entretanto continuamos a fazer da nossa sede as casas de todos nós, o nosso orçamento é o material com que trabalhamos e as instituições, vemo-las quando passamos por elas.
Sempre disponíveis a receber e partilhar ideias, sempre com vontade de um pouco mais, esperamos que nos contactem, que se manifestem, que ousem um pouco por aqui.
Cumprimentos
CAL
sábado, 18 de julho de 2009
Férias? Sempre em movimento!!
quarta-feira, 8 de julho de 2009
CONVITE

terça-feira, 7 de julho de 2009
Publicidade Alternativa
segunda-feira, 29 de junho de 2009
sexta-feira, 26 de junho de 2009
News
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Simplesmente uma observação
Num olhar aprofundado sobre o trabalho, empenho, dedicação, amizade, entrega, diversão, criação, conversas, oscilações, vontades, partilhas que temos feito enquanto CAL, fica, entre muitos outros sentimentos, a certeza de quem somos, a certeza da determinação criativa de quem faz aquilo que quer, que gosta, que sente, sem depender de praticamente nada a não ser de nós próprios.
Nem sempre é fácil, sentarmo-nos, com uma garrafa de vinho para ajudar à conversa, as ideias a surgirem, os projectos a quererem surgir, e depararmo-nos com as dificuldades económicas e burocráticas de o fazer, mas também é exactamente isso que nos faz superar aquilo que pensávamos serem obstáculos criativos.
No final da apresentação da primeira sessão, numa destas conversas da comunidade, observei um pensamento tive enquanto deambulava pela minha casa, no burburinho nervoso de quem vai estrear um espectáculo… «Onde andarão os representantes da cultura da nossa cidade?». Foram convidados, obviamente, tiveram conhecimento do projecto, do seu desenvolvimento, das suas apresentações, como fizemos, aliás, com todos aqueles que nos estão ligados, mas, ao contrário da maioria destes, os representantes da secção cultural da CME não compareceram.
Fica a pergunta: Como? Como podem esses senhores representar tal departamento, se não se interessam ou não procuram o que de alternativo se faz numa cidade tão pequena, como Évora? Precisamos ter um “nome”? Uma “imagem” mais forte? Mover mais público ou mais dinheiro?
Gostava muito que, se por acaso alguém ler este pequeno documento, que não interpretasse isto como uma afronta ou critica depreciativa, pelo contrário, o que pretendo, é exactamente e simplesmente fazer pensar, fazer descer, quem está no topo hierárquico da movimentação cultural, aos universos alternativos daqueles que criam apenas porque amam o que fazem, e que o fazem apenas porque querem dar um pouco de si e da forma como vêem o mundo, movimentando públicos diferentes, de vontades diferentes e com criticas diferentes.
Fica aqui então o convite às entidades da cultura da cidade de Évora, como a todos os outros que vão sabendo de nós, que compareçam, critiquem, manifestem o seu ponto de vista, ao que de humilde se vai fazendo na CAL.
Atentamente
A.M.L
quinta-feira, 4 de junho de 2009
BE ME BE YOU

domingo, 24 de maio de 2009
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Estreia 1ª Sessão
Abriremos as portas da casa nº3, r/c drt, da Rua Joaquim Henriques da Fonseca, no dia 31 de Maio, domingo, às 19h e 22h. Cada sessão tem a limitação de 25 pessoas, assim, apelamos à marcação através de email ou contacto telefónico.
Apareçam, manifestem-se, critiquem.
Futuramente, a C.A.L também vai estar presente, juntamente a outros projectos - Agora Teatro, Cooperativa Obtusa, Karingana, entre outros - com mais uma proposta desconstrutiva deste mesmo projecto, já alternando entre pequenas partes das 3 sessões, na programação complementar à BIME, que terá lugar de 2 a 7 de Junho na Casa Dos Bonecos. Assim, dia 5 de Junho, às 0:15h convidamos todos os que queiram aparecer.
Caminhemos rumo às alternativas!
domingo, 3 de maio de 2009
quinta-feira, 30 de abril de 2009

domingo, 19 de abril de 2009
sexta-feira, 17 de abril de 2009

Novidades CAL
Esta iniciativa foi-nos proposta pelo CEPIA, a quem agradecemos mais uma vez e a quem damos toda a nossa força para que continuem o bom trabalho que têm feito.
Vamos acontecendo passo a passo... Criem connosco!
Primeiro Projecto
O que é ser normal? O que é que nos faz seres sociais? O que é a sociedade? Onde nos encontramos fora dentro? Onde somos livres? Somos livres?
É com base no texto Teatro de Emma Santos, que depois de várias reuniões, a comunidade da C.A.L se lançou no seu primeiro projecto, um projecto a partir da desconstrução e recriação textual, deixando no ar as perguntas que Emma queria ver ditas e pensadas pela sociedade.
Será que o tempo da realidade vai voltar?
Será que volta como na infância antes das pessoas crescidas e as suas mentiras destruírem o sonho?
Assim, juntos em introspecção criativa e em ebulição construtiva, caminhamos já a meio processo de fazer surgir este primeiro projecto de nome: SÓ TRATO LOUCAS NORMAIS. Crescido em estruturas nada convencionais propomo-nos a rasgar e repensar a forma de se mostrar a arte, de se fundir a arte, objectivando a ocupação de espaços abandonados ou pouco usados da cidade de Évora. Apresentaremos 3 sessões - Fora Dentro; Uma Vida Falsa Muito Mais Verdadeira; A Palavra Aceita o Silêncio - em que, da parte do público interessado, terá de haver um olhar atento para que as possa seguir. Numa ambiência entre a cenografia e instalação, recriaremos esta mulher – Emma -, pensamentos e sentidos, presente e passado. O futuro… é uma incógnita.
Para quem estiver interessado numa amostra, dia 30 de Abril, fazemos um pequeno “ensaio/exploração” de uma parte do texto no Bang Bang dos CÉPIA – numa noite de Monte Alentejano – em Évora. Desde já agradecemos a abertura e apoio dos CEPIA ao projecto e apresentação do mesmo.
Entretanto, que Santa Barbara de Nexe nos ajude a encontrar os óculos pretos de Emma Santos.
Até lá,
fiquem atentos
Passo a Passo
Desta forma tentamos unir artisticamente o Teatro, a Música e as Artes Plásticas numa atitude de exploração conjunta da arte, do corpo, dos materiais, sons, das palavras, das ideias, das ambiências, dos processos, dos sentidos. Procuramos desde o silêncio ao grito, explorar os limites e reencontrar a liberdade de criar, sem a dependência total das instituições e do capital como base da criação.
Descartes diz-nos: age com mais liberdade quem melhor compreende as alternativas em escolha. Quanto mais claramente uma alternativa apareça como a verdadeira, mais facilmente se escolhe essa alternativa.
Caminhemos então em direcção às alternativas.
C. A. L.
Comunidade de Artistas Livres
926553398
geral_C.A.L@sapo.pt
Estamos em criação. Em breve poderão aceder a textos, projectos, ideias e tudo mais o que apetecer fazer.
Até breve