Quem somos?!



Pensamos a arte de uma forma livre... Foi a partir daqui que nos juntámos e formámos a C.A.L. uma comunidade aberta a ideias, projectos, abraçando alternativas ao que de convencional se faz por aí. Trabalhamos a arte no sentido de dar e abrir a públicos que procurem estímulos diferentes, num processo de desconstrução e recriação. Como refere Antonin Artaud, antes de mais nada, necessitamos de viver, necessitamos de acreditar no que nos faz viver e em que algo nos faz viver (…).
Desta forma tentamos unir artisticamente o Teatro, a Música e as Artes Plásticas numa atitude de exploração conjunta da arte, do corpo, dos materiais, sons, das palavras, das ideias, das ambiências, dos processos, dos sentidos. Procuramos desde o silêncio ao grito, explorar os limites e reencontrar a liberdade de criar, sem a dependência total das instituições e do capital como base da criação.
Descartes diz-nos: age com mais liberdade quem melhor compreende as alternativas em escolha. Quanto mais claramente uma alternativa apareça como a verdadeira, mais facilmente se escolhe essa alternativa.
Caminhemos então em direcção às alternativas.
A.M.

terça-feira, 25 de maio de 2010

O Que Preciso Dizer

a todos os que acreditam
Depois de caiadas algumas paredes, de instaladas algumas pedras da calçada e de vidas desbravadas, chegou a altura de deixar fluir algumas palavras.

Custa-me divagar sobre processos e sobre pessoas, pois todos são únicos e trabalhamos na pureza de quem quer criar por entrega à Arte.
Na verdade vivemos disto que nos move, e digo vivemos porque o conceito de “sobreviver” não se enquadra no que fazemos. Sobrevive-se quando há dependência material, quando o prazer não é pleno, quando se faz algo sem o latejar da vida, porque tem de ser feito, porque há obrigação, porque o feito não nos traz brilho aos olhos, enfim, sobrevive-se numa tentativa de conseguir viver.
Não é o caso!
Estamos muito longe de pertencer à parte monetária e capitalista que move o mundo. Aqui Vivemos porque é a Arte ou a exploração desta, que nos define, que nos confronta, que nos questiona e que nos move para um encontro dentro e fora de nós, tornando-nos mais daquilo que somos na nossa essência, seja ela qual for, sempre tão única de pessoa para pessoa.
Não recusamos nem criticamos o dinheiro, é um erro fazê-lo, só não deixamos que seja o nosso motor de trabalho.

Depois de todo este tempo, em que passaram varias pessoas pela nossa comunidade - sempre com a mesma porta aberta para o mundo - onde, numa contagem geral, já podemos enumerar cerca de 25 pessoas envolvidas em projectos da C.A.L, com pouco mais de 1 ano de vida, é gratificante avaliar que continuamos a crescer uns com os outros e não nos instalamos na facilidade, que contagia tantas criações pelo mundo fora.

Continuamos sem estatuto, sem dinheiro, sem instituições que nos apoiem, salvo algumas pequenas como nós - a quem agradecemos de coração -, sem espaço, sem gente “grande” que venha ver o que fazemos… sem isto e sem aquilo… Mas, é com força, intensidade, explosão e com um respirar profundo de satisfação, que digo: Temos tudo o resto!!
Este “resto”, é tanto e tão grande, que, arrisco dizer, é aquilo que faz crescer a humanidade, é aquilo que faz a Arte comandar o homem, é aquilo que nos faz não desistir do mundo e de nós mesmos, aquilo que supera o que pensamos ser um limite, e entrega esse limite a um infinito.

Utopia? Nada! Aqui comprovamos isto que vos escrevo. Não é utópico, é real, e desejo que todos possam sentir esta vida a pulsar dentro, pelo menos uma vez e que possam criar com entrega, atitude e acima de tudo, ousadia!

Um grande obrigada a todos os que acreditam e se manifestam
Ana Leitão

terça-feira, 11 de maio de 2010

Workshop Criação Livre e Abordagem Criativa - modulo II



Depois de um trabalho onde se fundiu o corpo, a imagem e o criação performativa de exploração livre, abre-se o trabalho ao texto, à dramaturgia e intertextualidade.
Aliando o trabalho performativo e expressivo do corpo e a desconstrução como processo de recriação, propõe-se um workshop onde do texto parte o estímulo e a base de recriação a partir da desconstrução, numa experimentação da corporalidade.
Procura fundir-se a imagem; o corpo na imagem; a exploração do movimento, do som, do texto; o envolvimento rítmico; a agilidade criativa.
O objectivo é ter dois grupos inseridos no mesmo processo para experimentação da diversidade de projectos.


Objectivo:

. Trabalho de selecção de excertos de textos não teatrais
. Processo de compreensão e dramaturgia dos textos
. Processo de desconstrução e intertextualidade
. Divisão por imagens e cenas individuais
. Exploração livre da corporalidade/expressividade das imagens e das cenas, individual e em grupo, partindo de focos concretos
. Trabalho de pesquisa
. Fisicalidade/corporalidade como estimulo imagético
. Processo de exploração de trabalho individual para integração no todo
. Articulação das ideias objectivando um universo criativo comum

Datas:
4ªs e 5ªs das 18:30h às 21h (grupo 1)
das 21:30h às 00h (grupo 2)
(horários discutíveis)

Dias 26 e 27 Maio, 2 e 3, 9 e 10, 16 e 17, 23 e 24 de Junho
Apresentação na Bruxa Teatro dia 26 de Junho
(propõe-se outras apresentações a discutir com os grupos)

Duração: 5 semanas



Inscrições abertas a 6 participantes por grupo
Até dia 23 de Maio


Local: A averiguar

Preço: 50€
(facilidade de pagamento em 2 ou 3 vezes)

A trazer:
. Pequenos excertos de textos escolhidos individualmente
. Pequeno texto/frase autentico escrito sobre o tema presente nos excertos
. Pesquisa de Imagens que sugiram os textos

Contactos:

Ana Leitão: 965014968

Rubi Girão: 961248405

Mail: Geral_C.A.L@sapo.pt
ArtAna@sapo.pt