
Quem somos?!
Desta forma tentamos unir artisticamente o Teatro, a Música e as Artes Plásticas numa atitude de exploração conjunta da arte, do corpo, dos materiais, sons, das palavras, das ideias, das ambiências, dos processos, dos sentidos. Procuramos desde o silêncio ao grito, explorar os limites e reencontrar a liberdade de criar, sem a dependência total das instituições e do capital como base da criação.
Descartes diz-nos: age com mais liberdade quem melhor compreende as alternativas em escolha. Quanto mais claramente uma alternativa apareça como a verdadeira, mais facilmente se escolhe essa alternativa.
Caminhemos então em direcção às alternativas.
quinta-feira, 12 de maio de 2011
C.A.L + UE no FATAL, Lisboa

sábado, 30 de abril de 2011
Bom Dia com FMI - aconselhável ler depois de um bom pequeno almoço. Ou não...
Esta manhã acordei “enfiada” no FMI… Coisa que não acontece quase nunca, acordar virada para a política/economia, pois, chamem-me o que quiserem, acho que neste sitio onde estamos, pode estar à frente quem estiver, que farão todos exactamente a mesma merd@.
Sentei-me então com um jornal de negócios e afundei-me nas medidas, prós e contras, e etcs que são debatidos com a chegada deste tão grande “SR.” que inicialmente era tomado para apoiar países do 3º mundo e que agora é a medida proposta a vários países à beira de um ataque de nervos.
Podia transcrever para aqui em resumo o que li e as conclusões que tirei, mas vou ficar-me pelo mais básico e primordial: 10 medidas com que devemos contar com a chegada do FMI, medidas essas que servirão para “equilibrar” a situação nacional (equilíbrio esse pensando adquirindo mais e mais dividas).
Então, com que deve contar o país?
1. Subida de impostos e cortes nas deduções
2. Cortes nas pensões
3. Despedimentos mais fáceis
4. Redução de subsídio de desemprego
5. Quebra de salários
6. Reforma do mercado de arrendamento
7. Redução de funcionários
8. Mais concorrência e uma “onda” de privatizações
9. Energia com menos intervenção do Estado
10. Transportes mais caros
Bem, o panorama é “agradável” e entre aquisição de mais dividas e apertar mais e mais a vida dos que precisam de viver com alguma qualidade, questiono-me quem irá, afinal, ser “ajudado” pelo FMI? Quem será que vai beneficiar com estas medidas alucinantes?
Entre muitos prós e contras, li um facto interessante dentro das medidas positivas que se esperam: a promoção do consumo de produtos nacionais! Mas precisará de chegar um FMI para que se tenha essa noção básica acerca da nossa economia? Não deveria este factor ser uma visão de qualquer português? Pois não sei…
Enfim… terminei de ler 15 páginas de jornal a pensar que por vezes mais vale ser ignorante e não entender minimamente o que se passa à volta, do que transformar um pequeno-almoço tranquilo em algo profundamente indigesto.
sábado, 26 de março de 2011
13ª Casa do Zodíaco
13ª Casa do Zodíaco nasceu da vontade de trabalhar um texto não teatral, poético, que traduzisse universos que tratassem a arte e os sentimentos de forma genuína e com o qual me identificasse de uma forma pessoal.
Anais Nin, escritora que já faz parte da minha estante de livros há algum tempo, dá muito da sua vida em tudo o que escreve, e foi sem hesitação que me propus a este texto, desafiando-me desde a dramaturgia, passando pelo processo, até à proposta de espectáculo.
A autora invade-nos, no texto A Casa do Incesto, de referências mitológicas que se interligam com referências autobiográficas, abrindo um leque de hipóteses para a exploração prática destas palavras. Pessoalmente optei por tentar explorar um pouco das duas referencias, embora sempre procurando o meu espaço por entre estas linhas objectivando a criação de uma linguagem própria.
Parti de uma premissa: fundir corporalidade e texto num trabalho multidisciplinar. Dois universos que me são inerentes, o trabalho de corpo e o trabalho de texto, explorando-os através de propostas de exercícios e estímulos constantes.
Os estímulos: música – sempre muito presente e incitadora de universos imagéticos; imagem – como complemento e alimentando o trabalho de exploração performativa; elementos plásticos – para desenvolver acções em cada universo e cenografando, de forma minimalista, o espaço.
Não sei explicar sucintamente este processo. Foi, e será até ao último dia, forte, difícil, denso, envolvente e aliciante.
A 13ª casa do zodíaco é o resultado de um processo de 1 mês e meio de trabalho em equipa, transportando para cena uma proposta, em aberto, do que poderá ser um espectáculo e a transposição do livro A Casa do Incesto para um espectáculo multidisciplinar.
A todos os que montaram comigo esta floresta, o meu muito obrigado.
A todos os que estiveram comigo desde o inicio deste Mestrado, acreditando, incentivando e apoiando, dedico este trabalho de todo o coração.
Ana Margarida Leitão
Ficha técnica: Encenação: Ana Leitão Interpretação: Henrique Calado, João Luz, Mafalda Marafusta, Paulo Pimenta, Rita Costa, Rubi Girão e Vanda Rodrigues. Música: Diogo Penas e Miguel Alegria. Cenografia e adereços: Catarina Castanho e Daniel Figueiredo. Desenho de luz: Joana Velez e Nando Zambia Multimédia: Ricardo Fernandes Design: Leopoldo Antunes Operação de som: Alexandre Pais Operação de luz: Joana Velez Operação de vídeo: Daniel Figueiredo Produção: Rubi Girão